O mercado imobiliário do Paraná fechou o segundo trimestre de 2026 batendo recorde, mesmo com todo o barulho de reforma tributária, juros altos e cenário político incerto. Os números foram apresentados essa semana pela Ademi-PR, Secovi-PR e Inpespar, e o resumo é direto: mais vendas, mais locação, ticket médio recorde e apartamentos novos voltando a girar forte. Se você está pensando em comprar, vender ou alugar em Curitiba, esse é o momento de entender pra onde o mercado está indo.
Chama atenção o setor continuar crescendo com tudo que está em jogo: mudança tributária, taxa de juros ainda elevada, cenário político nada tranquilo. Segundo o Inpespar/Secovi-PR, parte dessa resiliência ainda vem de um efeito que começou na pandemia e nunca parou de verdade: gente buscando imóvel novo, mais espaço, e isso aqueceu junto o mercado de usados. Cinco anos depois, esse movimento continua puxando demanda.
Tanto venda quanto locação registraram os maiores tickets médios já vistos no estado. Na prática, isso confirma uma coisa que quem trabalha com imóvel em Curitiba já vinha sentindo: os preços não estão estagnados, estão subindo de forma consistente, tanto pra quem compra quanto pra quem aluga.
Pra quem está esperando o "momento ideal" pra entrar no mercado, esse dado é um alerta. Preço subindo com constância historicamente reduz o espaço de negociação, não aumenta.
A expectativa apresentada no evento é que Curitiba continue puxando o desempenho positivo do Paraná. Os motivos apontados não são novidade: infraestrutura, crescimento urbano organizado e os projetos de revitalização em andamento na região central da capital seguem atraindo investimento tanto de incorporadora quanto de comprador final.
Isso reforça algo que a gente já vê no dia a dia: bairros próximos a essas áreas de revitalização tendem a valorizar antes do resto da cidade sentir o movimento.
Foram mais de 3,4 mil unidades novas comercializadas no trimestre, o maior número dos últimos anos pra um trimestre isolado. Mas o dado mais interessante não é só o volume, é a mudança no tipo de produto lançado.
A oferta de imóveis voltados às faixas econômicas cresceu, enquanto estúdios e empreendimentos de alto padrão perderam espaço na composição dos lançamentos. Na prática, as incorporadoras estão lendo o mercado e ajustando o produto pra onde a demanda real está, que é o comprador de classe média buscando primeiro imóvel ou troca.
Aqui o cenário também é positivo, mas com um detalhe. As locações de usados seguiram aquecidas o semestre inteiro, com destaque pro segmento comercial. Já as vendas de usados ficaram estáveis, sem grande salto, mas o setor já projeta crescimento se a Selic continuar caindo.
Ou seja: locação de imóvel usado está forte agora. Venda de usado é uma aposta pra quem consegue esperar um pouco mais o ciclo de juros.
Sim. O segundo trimestre registrou recorde de ticket médio em venda e locação no Paraná, com Curitiba como principal motor.
Vale a pena comprar imóvel usado agora ou esperar?
Locação de usado está aquecida agora. Já a venda de usado tende a ganhar mais força se a Selic continuar em queda.
Por que os lançamentos estão mudando de perfil?
Porque a demanda real está concentrada na faixa econômica, então as incorporadoras aumentaram esse tipo de produto e reduziram estúdios e alto padrão.
Curitiba deve continuar puxando o mercado do Paraná?
Segundo o setor, sim, principalmente por causa da infraestrutura, crescimento urbano e revitalização da região central.